sábado, 30 de julho de 2011

Meditação muda estrutura do cérebro, diz estudo/Clínica Psicológica em São Carlos

De olhos fechados, em silêncio e, de preferência, sentados, os praticantes da meditação de atenção plena devem se concentrar em apenas uma coisa: a respiração.
A técnica é antiga, da tradição budista, mas começou a ser mais difundida depois de ter sido usada em um curso não religioso de redução de estresse, criado em 1979 por Jon Kabat-Zinn, professor da Escola Médica da Universidade de Massachussets.
Os benefícios da técnica, conhecida também como “mindfulness”, já foram relatados em vários estudos.
A lista vai da melhora de sintomas de esclerose múltipla (como diz estudo publicado na “Neurology”) à prevenção de novos episódios de depressão (demonstrada em artigo na “Archives of General Psychiatry”).
Mas, agora, um estudo mostra, pela primeira vez, os efeitos provocados por essa meditação no cérebro.
A pesquisa, publicada hoje na “Psychiatry Research: Neuroimaging”, foi feita pela Harvard Medical School, nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem da Alemanha e a Universidade de Massachussets.
E o mais importante: as mudanças ocorreram em apenas oito semanas de meditação em praticantes adultos iniciantes.
As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo-controle que não fez as aulas.
Outros estudos já haviam sugerido que a meditação causa mudanças no cérebro. Mas eles não excluíam a possibilidade de haver diferenças preexistentes entre os grupos de meditadores experientes e não meditadores.
Ou seja, não era possível afirmar se os efeitos eram causados pela prática.
MENOS ESTRESSE
Todos os 16 participantes da pesquisa, com idades de 25 a 55 anos, deveriam obedecer a um critério: não ter feito nenhuma aula de meditação “mindfulness” nos últimos seis meses ou mais de dez aulas em toda a vida.
Eles frequentaram oito encontros semanais, com duração de duas horas e meia.
Também foram instruídos a fazer 45 minutos de exercícios diários e a praticar os ensinamentos da meditação em atividades do dia a dia, como andar, comer e tomar banho.
Para avaliar as mudanças, todos os participantes e o grupo-controle fizeram ressonâncias magnéticas antes e depois do período de aulas.
Os exames iniciais não indicaram diferenças entre grupos, mas as ressonâncias feitas após o curso mostraram um aumento na concentração de massa cinzenta no hipocampo esquerdo naqueles que haviam meditado.
Análises do cérebro todo revelaram mais quatro aumentos de massa cinzenta: no córtex cingulado posterior, na junção temporo-parietal e mais dois no cerebelo.
BENEFÍCIOS
Britta Hölzel, pesquisadora da Harvard Medical School e uma das autoras do estudo, disse à Folha que isso pode significar uma melhora em regiões envolvidas com aprendizagem, memória, emoções e estresse.
O aumento da massa cinzenta no hipocampo é benéfico porque ali há uma maior concentração de neurônios, afirma Sonia Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.
“Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar.”
Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado.
No ano passado, um estudo dos mesmos pesquisadores já mostrava redução da massa cinzenta na amígdala cerebral, uma região relacionada à ansiedade e ao estresse, em pessoas que fizeram meditação por oito semanas.
Mas qualquer um que começar a meditar amanhã terá esses mesmos efeitos benéficos em algumas semanas?
“Provavelmente sim”, diz a neurologista Sonia Brucki.
Ela ressalta, no entanto, que a idade média dos participantes da pesquisa é baixa e, por isso, não dá para afirmar com certeza que isso acontecerá com pessoas de todas as idades.
Agora, a pesquisadora Britta Hölzel quer entender como essas mudanças no cérebro estão relacionadas diretamente à melhora da vidas das pessoas.
“Essa é uma área nova, e pouco se sabe sobre o cérebro e os mecanismos psicológicos relacionados a ele. Mas os resultados até agora são animadores.”

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Antropologia

 Etimologicamente, o termo Antropologia deriva da junção dos vocábulos gregos anthropos (homem) e logia (estudo/tratado), o que significa “o estudo do homem”.  A Antropologia é o estudo do homem e da humanidade em sua totalidade, abrangendo suas dimensões biológicas, sociais e culturais; incluindo sua origem, seus agrupamentos e relações sociais, comportamento, desenvolvimento social, cultural e físico, suas relações com o meio natural, variações biológicas e sua produção cultural. Ou seja, a antropologia procura estudar a humanidade em todos os seus aspectos.
 Desde o momento em que o ser humano começou a desenvolver cultura ele passou a ser um ser essencialmente biológico e cultural, o que para a antropologia é essencial para compreender a humanidade. É impossível compreender o homem de uma maneira totalizante sem ter essa premissa em mente. Conforme os antropólogos Hoebel e Frost (2005, p.78) “desde o tempo das origens primitivas da cultura, todo desenvolvimento humano foi biológico e cultural. Nenhuma tentativa de estudar a humanidade pode ignorar este fato”. O biólogo evolutivo e geneticista russo Theodosius Dobzhansky (1963, p. 1) concorda quando afirma que a evolução humana somente pode ser compreendida quando entendida como uma interação entre os desenvolvimentos culturais e biológicos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

eles podem ouvir

Essa história quem me contou foi uma ex-professora da faculdade.

Havia um garoto, Cícero, que estava muito mal, em coma (não me lembro o que ele tinha). Minha professora era médica (pediatra) nesse hospital. Cícero não era paciente dela, mas ela sempre passava para dar uma olhada nele. Os médicos diziam que era questão de tempo só... ele morreria em breve. Ela não se conformou e passou a visitá-lo todos os dias e conversava com ele. Dizia coisas boas, que ele era forte e ia sair daquela, que ele era um menino bonito, contava coisas engraçadas, acariciava sua mão, beijava sua testa. Ela ficou sabendo que ele gostava de um certo quadro. Pediu à família que trouxesse então o quadro e colocou nos pés da cama dele, disse que o quadro que ele gostava estava lá. Ela falava sobre o quadro, comentava como era realmente bonito.... E assim foi por cerca de 2 meses!

Os médicos já não estavam gostando e falavam pra ela não dar falsas esperanças à família. Mas ela não deu ouvidos. Certo dia uma outra médica veio a ela e disse que o menino reagiu... ela não se cabia de felicidade!!! Ele estava melhorando!!! Porém, num outro dia um certo enfermeiro que não gostava que a minha professora ficasse falando com o garoto daquele jeito disse ao lado de Cícero "Pára com isso! Todo mundo sabe que esse garoto não tem chance nenhuma... ele vai morrer!!!"... A minha professora conta que naquela hora ela sentiu a maior vontade do mundo de ser homem (ela é bem baixinha), para dar um soco na cara daquele enfermeiro infeliz!!! Depois desse dia o menino voltou a decair!

Ela ficou um final de semana sem trabalhar e não pode vê-lo. Quando voltou disseram que ele estava muito, muito mal já... Ela foi conversar com ele, dizer para não dar ouvidos ao que aquele enfermeiro tinha dito. Ela dizia "Eu estou aqui com você agora!"... qual foi o espanto quando o garoto abriu os olhos, olhou para ela e fechou novamente. Dias depois ele morreu...

Minha professora disse que sentiu naquele olhar uma mistura de gratidão e despedida.


Ela chora até hoje quando conta. Disse que é a maior prova que ela já teve de que a pessoa em coma ou "inconsciente" pode ouvir e sentir o que se passa ao seu redor.

http://www.sobrenatural.org/relato/detalhar/6165/eles_ainda_podem_ouvir/

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Por que a Psicologia é ciência e sabedoria?

ellen@medaumaideia.com.br
Doutorada em Psicologia e psicoterapeuta
2009


Psicologia como ciência
Há décadas a Psicologia tenta se afirmar como uma ciência “igual às outras”. Psicólogos, sobretudo nos Estados Unidos, dedicam a maior parte de suas carreiras a executar experimentos em laboratórios que obedeçam aos parâmetros de ciência, ou seja, tratam de fatos, fenômenos mensuráveis, quantificáveis, e que podem ser replicados por outros cientistas em iguais condições. Penso que essa é uma tarefa inglória. Os fenômenos humanos são de tal complexidade, de tal diversidade, que a metodologia científica clássica nunca dará conta de apreendê-los tal como são. O que não quer dizer que os experimentos sejam inúteis. Está aí a neurociência e suas incríveis descobertas, muitas das quais reafirmam o que a clínica psicológica há muito conhecia. Com freqüência, os experimentos e pesquisas empíricas servem para os psicólogos conseguirem financiamento para seus trabalhos, ou seja, garantirem um emprego, uma fonte de renda para sua atividade laboral, uma vez que as agências financiadoras valorizam, em maioria, pesquisas que consideram “científicas”. É preciso olhar para as conseqüências desse fato: as pesquisas científicas eventualmente conduzirão à descoberta de medicamentos – logo a indústria farmacêutica tem interesse nelas e as financiam. E as universidades precisam desses financiamentos para sustentarem seus departamentos de Psicologia.
Um outro ponto é a procura da “respeitabilidade” oferecida pela ciência. Se a Psicologia não pertence à área privilegiada da ciência, os profissionais que a ela se dedicam são de “segunda classe”, seus rendimentos financeiros pequenos, seu lugar na academia sempre precário, dependente de fundos universitários orientados muito mais para as pesquisas tecnológicas.
Por mais que todos os dias falemos da rapidez da informação, da “aceleração do tempo”, das mudanças incessantes trazidas pela tecnologia ao nosso cotidiano, há algumas  coisas neste mundo que  demoram muito a mudar... Uma delas é a noção de ciência – e há tempos esta noção deveria ter sido ampliada. No começo do século XX, o matemático, e depois filósofo, Edmund Husserl estabeleceu um modelo para a ciência que se revelaria mais amplo do que o clássico, cartesiano, que nos rege hegemonicamente. Por que? Porque rompia com a dicotomia sujeito-objeto, consciência-corpo, com a pretensão de objetividade dela resultante, com seus critérios de verdade. A Fenomenologia postula que a relação do sujeito com o objeto é indissolúvel – portanto, não há uma objetividade que exclua o sujeito da experiência, de qualquer experiência, inclusive a de pesquisa de conhecimentos. A subjetividade está presente em tudo que se refere ao humano. Depois de Husserl, na década de 1920, Martin Heidegger, o filósofo alemão discípulo de Husserl, acrescentará: este sujeito é um Dasein, um ser-no-mundo. Todo conhecimento advem de seres humanos que se inserem em um mundo (físico, social, cultural, biológico) do qual qualquer separação é artificial, construída/teórica. Como poeticamente descreveu Maurice Merleau-Ponty:

“Retornar às coisas mesmas é retornar a este mundo antes do conhecimento cujo conhecimento fala sempre, e com respeito ao qual toda determinação científica é abstrata, representativa e dependente, como a geografia com relação à paisagem onde aprendemos primeiramente o que é uma floresta, um campo, um rio."

A Fenomenologia não exclui as premissas e a atuação das ciências clássicas, mas deixou o legado do questionamento de sua hegemonia no campo do conhecimento e, principalmente, afirmou o sujeito como presente na elaboração de toda produção científica. “Presente” como interessado, situado em uma cultura, economicamente condicionado, influenciado por seus preconceitos e valores, inserido no seu tempo histórico. Não existe “pureza” científica, entendida, inclusive, como  “objetividade” nas afirmações de verdade, neutralidade do cientista.
O que tudo isso nos revela?
A importância da valorização da Psicologia como ciência cujo paradigma não é o mesmo daquela inaugurada por Galileu e Descartes.
A consideração de que toda a realidade deve ser conhecida e investigada por meio de disciplinas múltiplas e integradas.+
A afirmação de que o sujeito humano não é um ser fragmentado em psique e soma, sujeito e mundo e, portanto, conhecê-lo e atuar nele e no mundo implica na adoção de princípios e métodos que respeitem estes entrelaçamentos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Psicologia Científica

 

 

 
Lei de Fechner - Weber - relação entre estímulo e sensação, permitindo a sua mensuração. Instaurou a possibilidade de medida do fenômeno psicológico. Até então impossivel.
Wilhelm Wundt (1832-1926) é considerado o marco principal e pai da psicologia moderna na Universidade de Leipzig considerado o primeiro laboratório de psicologia. Paralelismo psicofísico - fenômenos mentais __ fenômenos orgânicos.´Método introspeccionismo.

Principais abordagens ou escolas em psicologia:(EUA)

Funcionalismo: William James - "O que fazem os homens"; "por que o fazem"; consciência - centro das preocupações; compreensão de seu funcionamento; o homem a usa para adaptar-se ao meio.
Estruturalismo: Edward Titchner - laboratório - consciência, aspectos estruturais, os estados elementares da consciência como estruturas do sistema nervoso central. Introspeccionismo; conhecimentos psicológicos são eminentemente experimentais.

Abolicionismo: Edward L. Thornidite - Primeira teoria da aprendizagem na Psicologia; visão da utilidade desse conhecimento; aprendizagem se dá pos associação das idéias; Lei do Efeito.

Principais teorias da Psicologia no séc XX:
Behaviorismo - WAtson - comportamento
Gestalt - negação da fragmentação das ações e processos humanos.
Psicanalise - Freud - afetividade e inconsciente.


Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/1678151-psicologia-cient%C3%ADfica/#ixzz1PbMexIOR

Behaviorismo

Behaviorismo RadicalDefinição:
O mais importante dos behavioristas que sucederam Watson foi B.F. Skinner (1904 - 1990). O Behaviorismo de Skinner influenciado por muitos psicólogos norte-americanos e de vários países onde a psicologia norte-americana tem grande penetração, como o Brasil. Esta linha de estudo ficou conhecida por Behaviorismo Radical, termo cunhado pelo próprio Skinner em 1945, para designar uma filosofia da ciência do comportamento (que ele se propôs a defender) por meio da análise experimental do comportamento. A base desta corrente está na formulação do "comportamento operante". Este Behaviorismo é radical à medida em que nega quaisquer status mentalistas como determinantes de condutas. Sentimentos, pensamentos e afins são tão comportamentos como qualquer outra conduta e, portanto, são analisados sob os mesmos conceitos e determinantes do comportamento.
Referência: Bock, A.M.B., Furtado, O. e Teixeira, M.L.T. (2001). Psicologias: Uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva

Neurofilosofia e Filosofia Geral no Campo Psi

 Fenomenologia antropológicaDefinição:
Fenomenologia antropológica é a busca do significado que se acha por trás das experiências subjetivas do enfermo, tais como são vivenciadas e comunicadas, vale dizer, da estrutura antropológIca fundamental oculta na raiz dos citados acontecimentos mórbidos, vindos então à superfície e tornados passíveis de observação e descrição. A primei­ra dessas tentativas se conhece como:

(a) Fenomenologia construtivo-genética de von Gebsattel.

Sua posição metodológica situa-se na interseção das concepções de Husserl e Heidegger. É um fenomenólogo "puro", e seu método con­siste na utilização da visão das essências, Wesenschau, para a apreen­são das relações genéticas interiores, através do plano vivencial imediato, isto é, dos sintomas clínicos, sômato e psicogênicos, plano de que parte à busca de sua unidade ontológica primordial, com o que aspira a penetrar a substância mesma da realidade psíquica do Homem.

(b) Fenomenologia estrutural de E. Minkowski.

Há uma inegável convergência de princí­pios e resultados nas orientações de von Gebsattel e Minkowski, a que chegaram quase simultaneamente, e trabalhando ambos com autonomia, sem interferências mútuas. Minkowski inspirando-se inicial­mente em Bergson, cujo Ensaio sobre os dados imediatos da consciência, repre­sentou importante papel em sua formação, Minkowski aproximou-se, pouco depois, de Scheler, e através deste de Husserl, acercando-se, por fim, de Jaspers, influências estas que irá conservar, e tentar harmonizar, com independência, em sua obra.

Ludoterapia/ Melanie Klein / Bion

No início, também chamada de terapia pelo brinquedo. Em psicopatologia infantil, é um método de tratamento que corresponde, em geral, ao método de psicanálise em psicopatologia de adultos, com a diferença de que a criança se expressa e revela o material inconsciente ao terapeuta por meio de brinquedos, em vez da verbalização de pensamentos, como o adulto na psicanálise.
A atividade lúdica das crianças, uma parte essencial de suas vidas, é de natureza auto­-expressiva. Numa sala de jogos contendo todos os tipos de jogos e brinquedos, muito poderá ser aprendido a respeito da criança observan­do-se que jogos ela prefere e o modo como brinca. Por exemplo, durante uma sessão na sala de ludoterapia, um menino de nove anos apanhou giz de várias cores e desenhou no quadro-negro uma bonita casa de campo. Con­cluído o desenho, o terapeuta cumprimentou calorosamente o menino pelo seu trabalho e depois pediu-lhe que compusesse uma história sobre a pessoa que vivia nessa casa. Sabia-se que ele era uma criança oriunda de um lar des­feito e muito pobre, numa favela da cidade; não obedecia à mãe e dizia-se que ele tinha causado a morte de sua irmãzinha, um bebê que ele empurrara pela escada de incêndio.
Na ludoterapia, o menino criou aquilo que lhe faltava: um lar atraente no campo. Ao contar a história das pessoas que viviam nessa casa, vieram à tona os seus sentimentos a res­peito de seu próprio lar e de sua própria famí­lia. O terapeuta pôde ajudá-Io a enfrentar a sua insegurança, ansiedade e hostilidade, e a apren­der melhores formas de lidar com elas. Antes desse desafogo através da ludoterapia, o menino tinha-se mostrado incomunicativo e inaces­sível em numerosas entrevistas com o terapeuta.

fobias

Cientistas na Universidade de Basel, na Suíça afirmam que comprimidos de hormônio do estresse, o cortisol, podem ajudar pessoas a superar o medo de altura.
A pesquisa, publicada na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, pode levar ao desenvolvimento de tratamentos para uma série de problemas ligados à ansiedade.
Os cientistas fizeram testes em 40 pacientes que sofriam de medo de altura, ou acrofobia. Além dos comprimidos de cortisol e placebos, os pacientes também passaram por terapia comportamental.
Depois dos testes, os pesquisadores descobriram que os que receberam o cortisol junto com a terapia comportamental tinham registrado uma grande redução do medo.
Terapia
Fobias, como o medo de altura são comuns e a característica delas é o medo pronunciado e desproporcional de certos objetos ou situações, como olhar para baixo de cima de uma plataforma elevada.
Para o tratamento de fobias geralmente é aplicada uma forma específica de de psicoterapia, a exposição do paciente de forma controlada a situações consideradas assustadoras, para, gradualmente, diminuir o medo.
O professor Dominique de Quervain, diretor do Departamento de Neurociência Cognitiva da Universidade de Basel, sugeriu, devido aos seus estudos anteriores, que o cortisol poderia ajudar no processo de "aprendizagem" do paciente durante esta terapia de confrontação.
Os 40 pacientes que participaram da pesquisa sofriam de vertigens e, durante uma semana, tiveram três sessões da terapia de confrontação de seu medo.
Metade deles recebeu um comprimido de cortisol uma hora antes da sessão de terapia, a outra metade recebeu um comprimido de placebo.
Os pacientes eram em seguida expostos a situações de medo de altura por meio de realidade virtual.
Os cientistas mediram o medo dos pacientes três a cinco dias depois da terapia e um mês depois da última exposição à situação de medo. A análise do medo dos pacientes foi feita através de questionários e sensores colocados na pele.
As pessoas que tinha recebido o comprimido de cortisol mostraram uma diminuição significativa no nível de ansiedade, em comparação com os pacientes que receberam o placebo.
Agora, os cientistas da Universidade de Basel planejam investigar os efeitos do cortisol junto com a psicoterapia no tratamento de outras fobias e ansiedades.

O que é psicose?

O termo psicose vem do grego “psique”, para mente, e “ose”, para condição anormal, significando literalmente condição anormal da mente. Psicose é um termo psiquiátrico genérico para um estado mental freqüentemente descrito como envolvendo perda de contato com a realidade. O indivíduo sofrendo de psicose é chamado psicótico.
O psicótico pode reportar alucinações ou crenças delirantes, e exibir alterações de personalidade e desordem de pensamento. Isso pode ser acompanhado por comportamento incomum ou bizarro, assim como dificuldade com interação social e em levar atividades cotidianas.

Uma grande variedade de doenças do sistema nervoso central, decorrentes tanto de intoxicações externas como doenças fisiológicas internas, podem produzir sintomas de psicose.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um passeio pelo fascinante mundo da neurociência

Enquanto os porteiros conversam sobre a situação do ABC e América, e Pepe, um gato gordo e de pêlo farto, dorme esparramado no tapete azul à entrada do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), em Candelária, lá dentro cientistas estão preocupados em fazer descobertas para mudar a vida da humanidade. Em uma das pesquisas, realizada com camundongos, eles buscam desenvolver o tratamento para doenças neurológicas como mal de Parkinson e esquizofrenia.

O IINN, maior projeto científico privado do país, integra uma rede internacional de grandes instituições científicas que desenvolvem pesquisas na área de neurociência. Ele é coordenado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, brasileiro que dirige a Universidade Duke, nos Estados Unidos, e é considerado uma das mentes mais brilhantes da atualidade. É, simplesmente, o homem que fez macacos moverem robôs à distância com a força do pensamento e o gênio que pode devolver os movimentos aos deficientes físicos.

O Nasemana visitou o instituto e conheceu um pouco do trabalho desenvolvido lá. Vinícius Rosa Cota, um dos seis pós-doutores que integram a equipe multidisciplinar do centro de pesquisa, mostrou o aparato tecnológico - equipamentos ultra-sofisticados de nome e funcionamento complexos, cheios de fios e eletrodos - e deu explicações sobre os principais projetos, entre eles, a pesquisa com camundongos transgênicos no Laboratório de Neurobiologia Molecular.

O estudo, que teve início na Universidade Duke, nos Estados Unidos, no laboratório de Miguel Nicolelis, tem demonstrado que a escassez e excesso de um neurotransmissor, a dopamina, alteram profundamente o ciclo do sono de camundongos e produzem quadros neurológicos semelhantes aos apresentados por pessoas que sofrem de mal de Parkinson e esquizofrenia.
"O que se está tentando fazer aqui, por meio desse experimento, é desenvolver tratamento para essas doenças", diz Vinícius, que na verdade está debruçado sobre outro projeto. Ele investiga como o cérebro processa a memória durante o sono.

Vinícius explica que um dos mecanismos cerebrais responsáveis pela construção da memória é a chamada reverberação, que funciona como se o cérebro repetisse inúmeras vezes os acontecimentos mais significativos do dia. Esse fenômeno acontece durante todo o tempo, mas se dá de forma mais acentuada no estágio de sono de ondas lentas, uma vez que não há interferência sensorial.

Em laboratório, o cientista tem comprovado a importância do sono para a memória observando a atividade neuronal em ratos. Primeiro, é dado ao animal objetos com os quais ele passa a interagir e se familiarizar. Depois, durante o sono, é dado estímulo sensorial ao animal. "A idéia é atrapalhar o sono para ver se há reflexos na memória", diz Vinícius. E os testes têm mostrado que sim. "No dia seguinte, ele não lembra de nada", conclui o cientista.

Outro estudo interessante desenvolvido no Instituto Internacional de Neurociências tem à frente o pesquisador André Pantoja, que investiga a função do sonho. Ele quer demonstrar que o sonho pode ajudar a melhorar as habilidades da pessoa.

Num quarto mobiliado, há um computador em que o voluntário fica uma parte do tempo jogando. Depois, ele vai dormir - no quarto também tem uma cama de casal - e recebe eletrodos na cabeça, sensores da atividade elétrica do cérebro. A idéia é saber se, quando a pessoa sonha jogando, isso ajuda em sua performance no jogo quando acordada.

"Os resultados preliminares têm mostrado que sim", diz Vinícius, que entende que, se o sonho um dia foi um mistério, hoje é algo desconhecido, o que é um avanço. "Antes, não conseguíamos sequer fazer perguntas; agora já fazemos"

Problemas relacionados ao estresse

Transtorno de Ansiedade GeneralizadaQualquer probleminha vira um problemão para aqueles que sofrem desse mal. "A preocupação com tudo é tão forte que o indivíduo acorda e vai dormir ansioso ", explica o psiquiatra Leonardo Gama Filho, chefe do serviço de saúde mental do Hospital Lourenço Jorge. Tanta ansiedade traz consequências inconvenientes. O portador do transtorno geralmente tem sono agitado , sente o coração bater acelerado e o suor escorrer pela testa a todo momento e os músculos doem como se o corpo todo estivesse travado.

Pânico
Uma crise de ansiedade aparece sub i tamente e passa depois de uns vinte minutos. É a síndrome do pânico. E nem precisa de um fator desencadeante, como uma situação de forte tensão. Novamente, quem sente é o coração, que bate tanto que parece querer sair pela goela. Tontura, falta de ar e uma enorme sensação de desconforto por todo o corpo acompanham a crise.

Fobias
São aqueles medos exagerados de aranhas, por exemplo, ou de ficar muito tempo em lugares fechados. A aversão é tamanha que a vítima evita ao máximo a exposição a situações em que o desespero pode dar as caras. Há também a chamada fobia social. " A pessoa se afasta do convívio com estranhos por medo de ser ridicularizada. É uma timidez doentia", comenta Leonardo.

Transtorno de estresse pós-traumático
Trata-se de um mal cada vez mais comum nos grandes centros urbanos. Isso porque ele costuma aparecer, como o próprio nome sugere, depois de uma experiência traumática, como um assalto ou um acidente de carro. " Quem passou por uma situação dessas revive o acontecimento em sonhos , mesmo acordada", diz o psiquiatra. O sofrimento chega a ser tanto que pode levar a um quadro de depressão profunda.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

GESTALT

EM SANTA CATARINA
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Em 1982 um grupo de psicólogos, interessados na Gestalt-Terapia, contataram com o Centro de Estudos de Gestalt de São Paulo para iniciar um curso de formação nesta abordagem. Este grupo constituiu o primeiro grupo de formação de Gestalt-Terapia no estado de Santa Catarina (82/85), tendo como coordenadores os gestalt-terapeutas Abel Guedes, Lilian M. Frazão, Jean Clark Juliano e Therese Tellegen.
A partir de 85 parte deste grupo continuou desenvolvendo estudos sobre Gestalt-Terapia e algumas atividades com alunos de graduação de Psicologia em Florianópolis-SC.
Em 11 de julho de 1987, este grupo, contituido por Angela Schillings, Angelo Minieri, Aymoré Palhares Filho, Eliane de Mello Meira e Rosane Granzotto Bernardini fundaram o Núcleo de Estudos de Gestalt de Santa Catarina, o qual iniciou a estruturação do seu primeiro curso de formação em Gestalt-Terapia, iniciado em 1989.
Em função da ampliação dos seus objetivos e atividades, o Núcleo transformou-se na CONFIGURAÇÃO - Centro de Estudos e Atividades Gestálticas (1994), com sede em Florianópolis-SC.
Este Centro oferece cursos periódicos de formação em Gestalt-Terapia e outros cursos de Abordagem Gestáltica aplicada à educação, instituições, grupos, etc.
Neste ano tem a importante incumbência de organizar o VI Encontro Nacional de Gestalt-Terapia e III Congresso Nacional da Abordagem Gestáltica, cujo tema é "Expandindo Fronteiras", priorizando a expansão desta abordagem na área social.
Nestes 10 anos de trabalho pode-se constatar um crescimento da Gestalt-Terapia no estado de Santa Catarina que conta hoje com um número significativo de profissionais atuando em diversas áreas de aplicação da psicologia, em várias regiões do Estado.

psicologia chinesa

Medicina tradicional chinesa e psicologia


Os antigos sábios chineses já haviam apontado que ser saudável não significa somente estar livre de doenças e fraqueza, mas também apresentar uma mente equilibrada e uma boa capacidade adaptativa. Devido à negligência quanto a estes conselhos ancestrais, na sociedade moderna fatores psíquicos dão origem a mais e mais doenças psicossomáticas.
Quando regulados, os sentimentos e as emoções não são nocivos, sendo a resposta natural da constante adaptação do ser humano ao seu meio ambiente. Porém quando excessivos, abruptos ou prolongados eles podem interferir nos sistemas internos, alterando o equilíbrio entre os Zang-Fu (órgãos e vísceras) e a harmonia entre o Qi, o Xue (energia e sangue) e outras substâncias vitais.
Por causa desta forte influência, na Medicina Tradicional Chinesa questões psíquicas são consideradas um dos principais fatores causadores de desequilíbrios, propiciando a alteração do sistema defensivo corporal, a invasão por fatores patogênicos e a conseqüente instauração de doenças.
As ciências cognitivas afirmaram-se como a construção de uma nova ciência dos fenómenos constitutivos dos aparelhos e os comportamentos psicobiológico e das interacções entre estes aparelhos e os comportamentos humanos (no que se refere também às suas formas altamente simbólicas, tais como as linguagens e as culturas). Com o objectivo de compreender a inteligência humana, as ciências cognitivas têm a finalidade de descrever, explicar, e, eventualmente, simular as principais disposições e capacidades do espírito humano - linguagem, raciocínio, percepção, coordenação motora e planificação…O método aplicado é o de escrever programas que copiem e reproduzam os modos como o ser humano pensa, fala, compreende, aprende, procurando-se elaborar uma réplica da inteligência humana, o que sugere o carácter totalizante das ciências cognitivas. Ciências essas, que podem ser vistas como uma nova ciência do espírito, que para além da vertente cientifica e descritiva, não negligencia a vertente filosófica. No entanto, a relativamente recente evolução das ciências cognitivas dificulta a sua definição quer de um modo extensional, ou seja, segundo os seus objectos de estudo, quer de uma forma intencional (que considera as opções teóricas que elas sustentam de forma redutora quanto ás capacidades humanas). No domínio das ciências cognitivas, uma definição é sempre uma problemática, que constitui o lado apaixonante e enriquecedor deste espaço de debates e reflexões. Assim, estas ciências, acabam por se tratar, muitas vezes, de interrogações sobre o Homem que remontam mesmo aos primórdios da filosofia. Unidas pela preocupação comum com as relações espírito/cérebro, e com as modelizações possíveis desta relação, com a análise dos funcionamentos aí implicados, ou com as condutas daí derivadas, as disciplinas directamente ligadas às ciências cognitivas são: as neurociençias, a inteligência artifiçial a filosofia, a psicologia e a linguística.

como surgio psicologia

Como surgiu a Psicologia?

Durante dois mil anos a Psicologia existiu amorfa e indiferenciada, pois estava fundida à Filosofia, e tinha por preocupação embrionária o homem enquanto um ser possuidor de “algo” além de seu corpo material e sensorial. Dessa forma, a primeira grande definição de Psicologia como estudo da alma perdurou durante muito tempo. Contudo, essa é uma definição muito controversa, pois o termo “alma” abre um leque imenso de formas de compreensão, uma vez que os homens nunca deixaram de discutir quando não de disputar, a respeito da natureza, da função e até da realidade da alma.
Refletir sobre a alma suscita questões inquietantes, enigmáticas e infinitas. Por isso, vamos pontuar as transformações sofridas pelo significado da alma, através da própria evolução do pensamento da humanidade. Isso nos dará um suporte necessário para a compreensão do surgimento da Psicologia.