sábado, 30 de julho de 2011

Meditação muda estrutura do cérebro, diz estudo/Clínica Psicológica em São Carlos

De olhos fechados, em silêncio e, de preferência, sentados, os praticantes da meditação de atenção plena devem se concentrar em apenas uma coisa: a respiração.
A técnica é antiga, da tradição budista, mas começou a ser mais difundida depois de ter sido usada em um curso não religioso de redução de estresse, criado em 1979 por Jon Kabat-Zinn, professor da Escola Médica da Universidade de Massachussets.
Os benefícios da técnica, conhecida também como “mindfulness”, já foram relatados em vários estudos.
A lista vai da melhora de sintomas de esclerose múltipla (como diz estudo publicado na “Neurology”) à prevenção de novos episódios de depressão (demonstrada em artigo na “Archives of General Psychiatry”).
Mas, agora, um estudo mostra, pela primeira vez, os efeitos provocados por essa meditação no cérebro.
A pesquisa, publicada hoje na “Psychiatry Research: Neuroimaging”, foi feita pela Harvard Medical School, nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem da Alemanha e a Universidade de Massachussets.
E o mais importante: as mudanças ocorreram em apenas oito semanas de meditação em praticantes adultos iniciantes.
As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo-controle que não fez as aulas.
Outros estudos já haviam sugerido que a meditação causa mudanças no cérebro. Mas eles não excluíam a possibilidade de haver diferenças preexistentes entre os grupos de meditadores experientes e não meditadores.
Ou seja, não era possível afirmar se os efeitos eram causados pela prática.
MENOS ESTRESSE
Todos os 16 participantes da pesquisa, com idades de 25 a 55 anos, deveriam obedecer a um critério: não ter feito nenhuma aula de meditação “mindfulness” nos últimos seis meses ou mais de dez aulas em toda a vida.
Eles frequentaram oito encontros semanais, com duração de duas horas e meia.
Também foram instruídos a fazer 45 minutos de exercícios diários e a praticar os ensinamentos da meditação em atividades do dia a dia, como andar, comer e tomar banho.
Para avaliar as mudanças, todos os participantes e o grupo-controle fizeram ressonâncias magnéticas antes e depois do período de aulas.
Os exames iniciais não indicaram diferenças entre grupos, mas as ressonâncias feitas após o curso mostraram um aumento na concentração de massa cinzenta no hipocampo esquerdo naqueles que haviam meditado.
Análises do cérebro todo revelaram mais quatro aumentos de massa cinzenta: no córtex cingulado posterior, na junção temporo-parietal e mais dois no cerebelo.
BENEFÍCIOS
Britta Hölzel, pesquisadora da Harvard Medical School e uma das autoras do estudo, disse à Folha que isso pode significar uma melhora em regiões envolvidas com aprendizagem, memória, emoções e estresse.
O aumento da massa cinzenta no hipocampo é benéfico porque ali há uma maior concentração de neurônios, afirma Sonia Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.
“Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar.”
Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado.
No ano passado, um estudo dos mesmos pesquisadores já mostrava redução da massa cinzenta na amígdala cerebral, uma região relacionada à ansiedade e ao estresse, em pessoas que fizeram meditação por oito semanas.
Mas qualquer um que começar a meditar amanhã terá esses mesmos efeitos benéficos em algumas semanas?
“Provavelmente sim”, diz a neurologista Sonia Brucki.
Ela ressalta, no entanto, que a idade média dos participantes da pesquisa é baixa e, por isso, não dá para afirmar com certeza que isso acontecerá com pessoas de todas as idades.
Agora, a pesquisadora Britta Hölzel quer entender como essas mudanças no cérebro estão relacionadas diretamente à melhora da vidas das pessoas.
“Essa é uma área nova, e pouco se sabe sobre o cérebro e os mecanismos psicológicos relacionados a ele. Mas os resultados até agora são animadores.”

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Antropologia

 Etimologicamente, o termo Antropologia deriva da junção dos vocábulos gregos anthropos (homem) e logia (estudo/tratado), o que significa “o estudo do homem”.  A Antropologia é o estudo do homem e da humanidade em sua totalidade, abrangendo suas dimensões biológicas, sociais e culturais; incluindo sua origem, seus agrupamentos e relações sociais, comportamento, desenvolvimento social, cultural e físico, suas relações com o meio natural, variações biológicas e sua produção cultural. Ou seja, a antropologia procura estudar a humanidade em todos os seus aspectos.
 Desde o momento em que o ser humano começou a desenvolver cultura ele passou a ser um ser essencialmente biológico e cultural, o que para a antropologia é essencial para compreender a humanidade. É impossível compreender o homem de uma maneira totalizante sem ter essa premissa em mente. Conforme os antropólogos Hoebel e Frost (2005, p.78) “desde o tempo das origens primitivas da cultura, todo desenvolvimento humano foi biológico e cultural. Nenhuma tentativa de estudar a humanidade pode ignorar este fato”. O biólogo evolutivo e geneticista russo Theodosius Dobzhansky (1963, p. 1) concorda quando afirma que a evolução humana somente pode ser compreendida quando entendida como uma interação entre os desenvolvimentos culturais e biológicos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

eles podem ouvir

Essa história quem me contou foi uma ex-professora da faculdade.

Havia um garoto, Cícero, que estava muito mal, em coma (não me lembro o que ele tinha). Minha professora era médica (pediatra) nesse hospital. Cícero não era paciente dela, mas ela sempre passava para dar uma olhada nele. Os médicos diziam que era questão de tempo só... ele morreria em breve. Ela não se conformou e passou a visitá-lo todos os dias e conversava com ele. Dizia coisas boas, que ele era forte e ia sair daquela, que ele era um menino bonito, contava coisas engraçadas, acariciava sua mão, beijava sua testa. Ela ficou sabendo que ele gostava de um certo quadro. Pediu à família que trouxesse então o quadro e colocou nos pés da cama dele, disse que o quadro que ele gostava estava lá. Ela falava sobre o quadro, comentava como era realmente bonito.... E assim foi por cerca de 2 meses!

Os médicos já não estavam gostando e falavam pra ela não dar falsas esperanças à família. Mas ela não deu ouvidos. Certo dia uma outra médica veio a ela e disse que o menino reagiu... ela não se cabia de felicidade!!! Ele estava melhorando!!! Porém, num outro dia um certo enfermeiro que não gostava que a minha professora ficasse falando com o garoto daquele jeito disse ao lado de Cícero "Pára com isso! Todo mundo sabe que esse garoto não tem chance nenhuma... ele vai morrer!!!"... A minha professora conta que naquela hora ela sentiu a maior vontade do mundo de ser homem (ela é bem baixinha), para dar um soco na cara daquele enfermeiro infeliz!!! Depois desse dia o menino voltou a decair!

Ela ficou um final de semana sem trabalhar e não pode vê-lo. Quando voltou disseram que ele estava muito, muito mal já... Ela foi conversar com ele, dizer para não dar ouvidos ao que aquele enfermeiro tinha dito. Ela dizia "Eu estou aqui com você agora!"... qual foi o espanto quando o garoto abriu os olhos, olhou para ela e fechou novamente. Dias depois ele morreu...

Minha professora disse que sentiu naquele olhar uma mistura de gratidão e despedida.


Ela chora até hoje quando conta. Disse que é a maior prova que ela já teve de que a pessoa em coma ou "inconsciente" pode ouvir e sentir o que se passa ao seu redor.

http://www.sobrenatural.org/relato/detalhar/6165/eles_ainda_podem_ouvir/

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Por que a Psicologia é ciência e sabedoria?

ellen@medaumaideia.com.br
Doutorada em Psicologia e psicoterapeuta
2009


Psicologia como ciência
Há décadas a Psicologia tenta se afirmar como uma ciência “igual às outras”. Psicólogos, sobretudo nos Estados Unidos, dedicam a maior parte de suas carreiras a executar experimentos em laboratórios que obedeçam aos parâmetros de ciência, ou seja, tratam de fatos, fenômenos mensuráveis, quantificáveis, e que podem ser replicados por outros cientistas em iguais condições. Penso que essa é uma tarefa inglória. Os fenômenos humanos são de tal complexidade, de tal diversidade, que a metodologia científica clássica nunca dará conta de apreendê-los tal como são. O que não quer dizer que os experimentos sejam inúteis. Está aí a neurociência e suas incríveis descobertas, muitas das quais reafirmam o que a clínica psicológica há muito conhecia. Com freqüência, os experimentos e pesquisas empíricas servem para os psicólogos conseguirem financiamento para seus trabalhos, ou seja, garantirem um emprego, uma fonte de renda para sua atividade laboral, uma vez que as agências financiadoras valorizam, em maioria, pesquisas que consideram “científicas”. É preciso olhar para as conseqüências desse fato: as pesquisas científicas eventualmente conduzirão à descoberta de medicamentos – logo a indústria farmacêutica tem interesse nelas e as financiam. E as universidades precisam desses financiamentos para sustentarem seus departamentos de Psicologia.
Um outro ponto é a procura da “respeitabilidade” oferecida pela ciência. Se a Psicologia não pertence à área privilegiada da ciência, os profissionais que a ela se dedicam são de “segunda classe”, seus rendimentos financeiros pequenos, seu lugar na academia sempre precário, dependente de fundos universitários orientados muito mais para as pesquisas tecnológicas.
Por mais que todos os dias falemos da rapidez da informação, da “aceleração do tempo”, das mudanças incessantes trazidas pela tecnologia ao nosso cotidiano, há algumas  coisas neste mundo que  demoram muito a mudar... Uma delas é a noção de ciência – e há tempos esta noção deveria ter sido ampliada. No começo do século XX, o matemático, e depois filósofo, Edmund Husserl estabeleceu um modelo para a ciência que se revelaria mais amplo do que o clássico, cartesiano, que nos rege hegemonicamente. Por que? Porque rompia com a dicotomia sujeito-objeto, consciência-corpo, com a pretensão de objetividade dela resultante, com seus critérios de verdade. A Fenomenologia postula que a relação do sujeito com o objeto é indissolúvel – portanto, não há uma objetividade que exclua o sujeito da experiência, de qualquer experiência, inclusive a de pesquisa de conhecimentos. A subjetividade está presente em tudo que se refere ao humano. Depois de Husserl, na década de 1920, Martin Heidegger, o filósofo alemão discípulo de Husserl, acrescentará: este sujeito é um Dasein, um ser-no-mundo. Todo conhecimento advem de seres humanos que se inserem em um mundo (físico, social, cultural, biológico) do qual qualquer separação é artificial, construída/teórica. Como poeticamente descreveu Maurice Merleau-Ponty:

“Retornar às coisas mesmas é retornar a este mundo antes do conhecimento cujo conhecimento fala sempre, e com respeito ao qual toda determinação científica é abstrata, representativa e dependente, como a geografia com relação à paisagem onde aprendemos primeiramente o que é uma floresta, um campo, um rio."

A Fenomenologia não exclui as premissas e a atuação das ciências clássicas, mas deixou o legado do questionamento de sua hegemonia no campo do conhecimento e, principalmente, afirmou o sujeito como presente na elaboração de toda produção científica. “Presente” como interessado, situado em uma cultura, economicamente condicionado, influenciado por seus preconceitos e valores, inserido no seu tempo histórico. Não existe “pureza” científica, entendida, inclusive, como  “objetividade” nas afirmações de verdade, neutralidade do cientista.
O que tudo isso nos revela?
A importância da valorização da Psicologia como ciência cujo paradigma não é o mesmo daquela inaugurada por Galileu e Descartes.
A consideração de que toda a realidade deve ser conhecida e investigada por meio de disciplinas múltiplas e integradas.+
A afirmação de que o sujeito humano não é um ser fragmentado em psique e soma, sujeito e mundo e, portanto, conhecê-lo e atuar nele e no mundo implica na adoção de princípios e métodos que respeitem estes entrelaçamentos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Psicologia Científica

 

 

 
Lei de Fechner - Weber - relação entre estímulo e sensação, permitindo a sua mensuração. Instaurou a possibilidade de medida do fenômeno psicológico. Até então impossivel.
Wilhelm Wundt (1832-1926) é considerado o marco principal e pai da psicologia moderna na Universidade de Leipzig considerado o primeiro laboratório de psicologia. Paralelismo psicofísico - fenômenos mentais __ fenômenos orgânicos.´Método introspeccionismo.

Principais abordagens ou escolas em psicologia:(EUA)

Funcionalismo: William James - "O que fazem os homens"; "por que o fazem"; consciência - centro das preocupações; compreensão de seu funcionamento; o homem a usa para adaptar-se ao meio.
Estruturalismo: Edward Titchner - laboratório - consciência, aspectos estruturais, os estados elementares da consciência como estruturas do sistema nervoso central. Introspeccionismo; conhecimentos psicológicos são eminentemente experimentais.

Abolicionismo: Edward L. Thornidite - Primeira teoria da aprendizagem na Psicologia; visão da utilidade desse conhecimento; aprendizagem se dá pos associação das idéias; Lei do Efeito.

Principais teorias da Psicologia no séc XX:
Behaviorismo - WAtson - comportamento
Gestalt - negação da fragmentação das ações e processos humanos.
Psicanalise - Freud - afetividade e inconsciente.


Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/1678151-psicologia-cient%C3%ADfica/#ixzz1PbMexIOR

Behaviorismo

Behaviorismo RadicalDefinição:
O mais importante dos behavioristas que sucederam Watson foi B.F. Skinner (1904 - 1990). O Behaviorismo de Skinner influenciado por muitos psicólogos norte-americanos e de vários países onde a psicologia norte-americana tem grande penetração, como o Brasil. Esta linha de estudo ficou conhecida por Behaviorismo Radical, termo cunhado pelo próprio Skinner em 1945, para designar uma filosofia da ciência do comportamento (que ele se propôs a defender) por meio da análise experimental do comportamento. A base desta corrente está na formulação do "comportamento operante". Este Behaviorismo é radical à medida em que nega quaisquer status mentalistas como determinantes de condutas. Sentimentos, pensamentos e afins são tão comportamentos como qualquer outra conduta e, portanto, são analisados sob os mesmos conceitos e determinantes do comportamento.
Referência: Bock, A.M.B., Furtado, O. e Teixeira, M.L.T. (2001). Psicologias: Uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva

Neurofilosofia e Filosofia Geral no Campo Psi

 Fenomenologia antropológicaDefinição:
Fenomenologia antropológica é a busca do significado que se acha por trás das experiências subjetivas do enfermo, tais como são vivenciadas e comunicadas, vale dizer, da estrutura antropológIca fundamental oculta na raiz dos citados acontecimentos mórbidos, vindos então à superfície e tornados passíveis de observação e descrição. A primei­ra dessas tentativas se conhece como:

(a) Fenomenologia construtivo-genética de von Gebsattel.

Sua posição metodológica situa-se na interseção das concepções de Husserl e Heidegger. É um fenomenólogo "puro", e seu método con­siste na utilização da visão das essências, Wesenschau, para a apreen­são das relações genéticas interiores, através do plano vivencial imediato, isto é, dos sintomas clínicos, sômato e psicogênicos, plano de que parte à busca de sua unidade ontológica primordial, com o que aspira a penetrar a substância mesma da realidade psíquica do Homem.

(b) Fenomenologia estrutural de E. Minkowski.

Há uma inegável convergência de princí­pios e resultados nas orientações de von Gebsattel e Minkowski, a que chegaram quase simultaneamente, e trabalhando ambos com autonomia, sem interferências mútuas. Minkowski inspirando-se inicial­mente em Bergson, cujo Ensaio sobre os dados imediatos da consciência, repre­sentou importante papel em sua formação, Minkowski aproximou-se, pouco depois, de Scheler, e através deste de Husserl, acercando-se, por fim, de Jaspers, influências estas que irá conservar, e tentar harmonizar, com independência, em sua obra.